A eleição americana interessa ao mundo, e não apenas aos viventes na terra do Tio Sam.
Em tempos de uma acentuada polarização política, a vitória do democrata representa o triunfo, ainda que momentâneo, sobre a ascensão da direita radical e populista, erguida sobre bravatas e desvarios. Biden encarna a direita sensata e racional, que ostenta condições de governar com equilíbrio e lucidez.
Mas Biden tem 81 anos e o tempo e a idade devem ser sempre respeitados, seja no que trazem de bom, seja no que trazem de ruim.
Biden tem história, coerência, conteúdo, sabedoria, mas as dúvidas sobre suas condições físicas para liderar a nação mais poderosa militar e economicamente são concretas e inafastáveis.
O insano Trump assiste de camarote a um cenário em que o cargo eletivo mais relevante no mundo está para cair em seu colo, sem grande esforço.
Os Democratas estão em uma encruzilhada. Mesmo em eventual desistência de Biden (que, entendemos, seria racional e nobre!), não se vislumbra um Plano B viável. Kamala Harris, embora jovem e competente, parece não ter condições de "decolar" junto ao eleitorado, haja vista pesquisas que a colocam abaixo de Trump na corrida à Casa Branca.
Michelle Obama teria maior aceitação, mas o detalhe é que a ex-primeira dama nunca deu demonstrações claras de almejar o cargo.
Tal como aqui, os EUA padecem da falta de novos líderes nacionais, aptos a conduzir os destinos daquela gigante nação.
Aguardemos o desenrolar da história!
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